A iniciativa assinala o início de uma nova fase na organização do sistema científico e tecnológico nacional, com foco na definição de prioridades estratégicas até outubro e na celebração de um contrato-programa plurianual para o período 2027–2031, destinado a assegurar maior previsibilidade e estabilidade no financiamento da ciência e da inovação.
A AI² resulta da fusão entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional de Inovação (ANI), concentrando numa única entidade as competências de financiamento e coordenação estratégica da investigação científica e do desenvolvimento tecnológico. O modelo apresentado prevê um processo de auscultação alargada às instituições de ensino superior, centros de investigação, empresas e restantes agentes do ecossistema de inovação.
Na sessão, o ministro Fernando Alexandre sublinhou que a nova agência terá autonomia na definição e execução da sua estratégia, assegurando mecanismos de avaliação e prestação de contas, e destacou a importância de reforçar a articulação entre investigação fundamental, inovação tecnológica e transferência de conhecimento para a economia.
A participação do IPB nesta fase de definição estratégica reveste-se de particular relevância, num contexto em que a investigação aplicada, a inovação de base regional e a colaboração com o tecido empresarial constituem pilares estruturantes da sua missão. Enquanto Presidente do IPB e membro da comissão permanente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Orlando Rodrigues integra ativamente o debate nacional sobre o papel dos institutos politécnicos no novo modelo de governação da ciência.
Num cenário de reorganização institucional, o IPB defende a valorização da investigação com impacto territorial, a consolidação das unidades de I&D próprias e o reforço da ligação entre conhecimento, empresas e desenvolvimento regional, contribuindo para uma estratégia nacional de ciência e inovação mais integrada e equilibrada.