Durante cerca de 50 minutos, o espetáculo conduziu o público por uma reflexão sobre os conflitos armados, a violência e a indiferença perante o sofrimento humano, cruzando diferentes linguagens cénicas e sonoras numa abordagem marcada pela emoção e inquietação.
Criada a partir de textos de Omar El Akkad e Tiago Rodrigues, e com direção artística de Helena Genésio, Gerson Nascimento e Nuno Meireles, a peça partiu de uma reflexão moral para questionar o papel do cidadão num mundo diariamente confrontado com imagens de guerra, destruição e deslocação forçada de populações. Ao longo da apresentação, foram lançadas questões sobre o silêncio, a responsabilidade coletiva e a possibilidade de esperança perante os cenários de violência que marcam a atualidade.
O elenco integrou estudantes e participantes do NIC, contando ainda com a participação especial de António Santos. A componente musical e sonora esteve a cargo de Gerson Nascimento, enquanto a direção técnica foi assegurada por Vítor Gomes. A operação de luz ficou a cargo de João Pedro Fonte e a produção foi coordenada pelo Departamento de Artes da Escola Superior de Educação (ESE) do IPB.
Com classificação etária para maiores de 12 anos, o espetáculo reuniu a comunidade académica e o público brigantino numa noite marcada pela reflexão crítica e pelo envolvimento emocional.
“Um dia sempre teremos sido todos contra isto” assinalou a estreia do NIC, um projeto recentemente criado pelo Departamento de Artes da ESE-IPB, que pretende reforçar a produção artística e cultural do IPB e envolver a comunidade académica em experiências de criação e participação cultural.